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21/01/2025

Swing de Golfe

 


Nos artigos anteriores foram abordados os aspectos importantes para o pré-swing, ou seja o grip, o alinhamento/pontaria, o stance/postura e a posição da bola. Dando continuidade à técnica base por onde um jogador iniciante tem de se guiar, vamos abordar o swing de golfe. 

O “Swing” é o movimento combinado entre o taco, mãos, braços, tronco e membros inferiores, sendo essencial que todos eles trabalhem em conjunto criando um movimento correcto e coordenado.

O objectivo único do “swing” é fazer regressar a face do taco à bola de forma correcta/ controlada.




O swing de golfe pode ser dividido em 7 fases:

Pré-swing e waggle 

Takeaway

Backswing

Downswing

Impacto 

Followthrough 

Finish

1- Pré-Swing: envolve tudo o que vimos anteriormente como grip, alinhamento/pontaria, stance/postura e posição da bola, bem como um ligeiro movimento de preparação/descontração antes de iniciar o swing, que se chama waggle, que cada jogador tem o seu próprio jeito, uns avançam um pouco as mãos antes de iniciar o movimento, outras balançam o taco, etc. Este pequeno movimento ajuda a relaxar e diminuir a tensão muscular. 

2- Take-Away: Movimento inicial do swing. A fluidez e qualidade do swing irão ser influenciadas pelo take-away, como tal é uma fase importante. 

Os ombros formam com os braços, antebraços e mãos um triângulo e esse triângulo deverá manter-se durante o movimento até chegar à perna direita, sendo importante que os ombros, braços, mãos e taco se desloquem em conjunto de forma a transmitir uma sensação de bloco – “uma só peça”, não existindo até aqui movimento de rotação das ancas e o ângulo de flexão dos joelhos não é alterado e o peso do corpo mantem-se no lado interior do pé direito.



3- Backswing, onde a seguir ao takeaway temos o set do taco que é criado através da quebra dos punhos (desvio radial de ambos os punhos com ligeira extensão do punho direito) num ângulo de 90º entre o taco e o braço esquerdo;

A ponta do grip deve apontar para um ponto entre a linha do alvo (linha imaginária entre a bola e o alvo) e a linha dos pés (linha imaginária entre os dois pés),

É desta posição que os músculos “grandes” e o tronco tomam conta do movimento. A partir daqui com um takeaway eficiente e o set do taco correcto será fácil adquirir uma posição consistente no final do backswing. O topo do Backswing consiste apenas em colocar o taco e o corpo numa posição efectiva para começar o Downswing e o respectivo ataque à bola. Esta posição não é estática e constitui apenas um ponto de referência inserido num movimento fluido;

No topo do backswing podemos verificar:

Posição da face do taco;

A vareta do taco deve estar paralela à linha do alvo;

Dependendo do tipo de swing, flexibilidade e do grau de rotação dos ombros de cada jogador, a vareta do taco deverá estar quase ou paralela ao solo;

Que o peso foi transferido para o lado direito e se encontra para além do interior do pé;

Ombro esquerdo deve rodar para baixo do queixo;

Costas devem estar a apontar para o alvo e o ângulo da coluna vertebral é mantido (igual inclinação ao pré-swing);

4- DownSwing - A transição do backswing para downswing, é iniciada com um ligeiro movimento de transferência do peso para a perna esquerda, mesmo antes de o tronco começar a rodar. 

Para executar este movimento correctamente é importante que as ancas não impeçam a rotação, girando em direcção ao alvo.

O taco desce e move-se para a frente na direcção da bola no mesmo plano do backswing em consequência da rotação do tronco, braços e mãos;

5- Impacto é o m ouomento em que a face do taco tem contacto com a bola;

É importante perceber que o impacto faz apenas parte de um movimento e é uma passagem do taco pela bola e que conscientemente não podemos controlar. Para tal, um bom impacto está dependente de um bom backswing e downswing. Nesta fase, será importante verificar se o ângulo da coluna vertebral não foi alterado até e durante o impacto. As ancas e ombros devem estar ligeiramente abertas em relação à linha do alvo ou seja já a apontar para a esquerda. Manter o joelho flectido para absorver o impacto e criar boa estabilidade para o resto da rotação do corpo. O punho esquerdo deve estar direito ou até ligeiramente flectido e o braço esquerdo em esticado, de forma a criar uma linha recta entre taco, mão e braço. O peso nesta fase já deve estar maioritariamente no lado esquerdo.

6- Followtrought: a simetria existente num bom swing é novamente evidente nos momentos após o impacto à medida que os braços fazem o “release” da cabeça do taco em direcção ao alvo. A mão direita roda sobre a mão esquerda;

Nesta fase, as ancas rodam mais para a esquerda e o peso está mais sobre o pé esquerdo.

7- Finish: É o terminar do swing, sendo importante que o jogador termine o swing em equilíbrio com uma boa rotação do tronco em direcção ao alvo. O peso quase na totalidade do lado esquerdo.

Este artigo pode ser ouvido através do podcast do Spotify Golfe 100 Segredos https://open.spotify.com/episode/6wNZE8SyNCW0X5zkJGESJ0?si=fJvKE3eRTO2acbbfZulKcQ

09/04/2012

1ª Conferência de Golfe Adaptado em Portugal - desafios e barreiras


A 16 de Março, no Auditório do Comité Olímpico de Portugal, em Lisboa, realizou-se a 1ª Conferência sobre Golfe Adaptado. Com a presença do Comité Paralímpico de Portugal, e da Associação de Profissionais de Golfe de Portugal (PGA Portugal), este encontro contou com a presença do actual campeão da Europa de Golfe adaptado, o espanhol Sebas Lorente. Sebas Lorente é um exemplo de força e determinação que triunfou no Golfe adaptado tornando-se hoje num dos melhores profissionais da sua modalidade. Convidado de honra desta conferência, Sebas Lorente expôs os principais desafios que o golfe adaptado enfrenta, bem como a importância dos apoios institucionais e privados no desenvolvimento desta vertente da modalidade.Presidente do Comité Paralímpico, Humberto Santos, a primeira licença de praticante federado de Golfe adaptado ao desportista António Machado. Trata-se de um momento histórico na prática deste desporto em Portugal sendo que o principal objectivo não passa apenas por divulgar a importância do Golfe adaptado, como também sensibilizar para o tema que pela primeira vez foi debatido em conferência em solo nacional.
O evento contou ainda com os oradores Humberto Santos, Presidente do Comité Paralímpico de Portugal; Pedro Vicente, Presidente da Comissão de Golfe Adaptado da Federação Portuguesa de Golfe; e Carlos Guerreiro, Primeiro Treinador de Golde Adaptado Português (LisboaPhysio), que abordaram as diferentes metas a atingir no Golfe adaptado enquanto desporto de futuro em Portugal.
Na ocasião, e como acto simbólico, foi entregue, pelo
Segundo o Presidente da Comissão de Golfe Adaptado da FPG, Pedro Vicente, – “O Golfe nacional está a dar os primeiros passos no sentido de se organizar na área da deficiência em geral. As primeiras experiências bem sucedidas, no caso do Special Olympics, permitem-nos acreditar vir a alcançar um estádio de desenvolvimento que há muito desejamos. A atribuição da primeira licença de praticante de Golfe adaptado pela Federação Portuguesa de Golfe constitui para nós um marco importantíssimo.”
“Face ao empenho da Federação Portuguesa de Golfe estamos perante mais um passo a caminho da inclusão. Bem-haja a todos os que se têm empenhado na construção de um novo paradigma desportivo, com profundo fundamento humanista”, referiu o Presidente do Comité Paralímpico de Portugal, Humberto Santos.1ª Conferência sobre Golfe Adaptado16 de Março de 2012 – 11h00
Auditório do Comité Olímpico de Portugal – Travessa da Memória, 36 – 1300-403 Lisboa
Convidado de honra: Sebas Lorente – Campeão Internacional de Golfe Adaptado 2010
Programa:11h – Boas-Vindas

Pedro Vicente – Presidente da Comissão de Golfe Adaptado da FPG
11h05
Mário Jorge Silva – PGA de Portugal
11h15
Carlos Guerreiro – Golfe Adaptado em Portugal
11h30
Humberto Santos – Presidente do Comité Paralímpico de Portugal
Cerimónia de entrega da primeira licença de golfe adaptado em Portugal
11h45
Sebas Lorente – Campeão Europeu de Golfe Adaptado