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09/02/2025

Chipping



Esta é a parte do jogo em que qualquer jogador pode ser eficaz, como um profissional, por ser um movimento curto e que não é necessária força. No entanto, um profissional do tour faz apenas duas pancadas, enquanto um jogador amador faz três ou mais. Isto ocorre por duas razões. A primeira é porque o jogador não consegue analisar e "ler" o voo da bola. E a segunda é porque não domina a técnica. Para todas as abordagens de chipping, o jogador precisa localizar um ponto no green ou no avant-green onde quer que a bola caia. É fundamental observar bem o local em relação à bandeira e o local onde está a bola, determinando assim também as inclinações do green. Basicamente, a bola deve cair o mais próximo possível do início do green, cerca de 1,5m para dar alguma margem de erro. E depois rolar até ao buraco. Sempre que possível, a aproximação deve ser com uma trajetória baixa, pois é mais fácil de fazer e de controlar. Logo, é mais segura, mas obviamente depende sempre da posição da bola em relação ao buraco. Não se pode jogar uma aproximação a rolar se houver um bunker entre a bola e o buraco, ou se tivermos a bola num nível muito abaixo do green. Cada situação exige a solução certa, no entanto mantém-se a regra de ouro, que é sempre com o método mais simples que obtemos o melhor resultado. Deixe os shots artísticos para o circo. 

Para compreender melhor a abordagem de um chip, tente imaginar como se estivesse a realizar um putt pelo ar. Deve ver a linha como se tratasse de um putt, mas a bola percorrerá uma parte pelo ar. De uma forma simples, embora varie um pouco de jogador para jogador, conte que um chip com um ferro 7 irá voar 20% e rolar 80%, enquanto um pitch wedge irá voar 60% e rolar 40% e já com um sand wedge irá voar 75% e rolar 25%. Tente treinar com vários tacos, pois terá mais ferramentas a utilizar em cada abordagem. 

Em termos de técnica, não será igual ao putting, pois as mãos devem estar sempre avançadas em relação à bola. No address, a postura deve ser suficientemente firme e aberta para permitir que a linha seja claramente vista e não impeça o movimento pendular dos braços durante o movimento. O ângulo formado pelo braço esquerdo e o taco no address, com as mãos à frente da bola, deve manter-se durante todo o movimento. O chipping é um movimento de swing de braços, permanecendo a posição do corpo praticamente inalterada. Aqui, tal como no putting, só que aqui é necessário manter a flexibilidade dos joelhos para equilibrar o movimento dos braços e manter a cadência, que também é fundamental. Há ainda uma sugestão de transferência de peso para o pé esquerdo para orientar o movimento. O stance deve ser estreito, os pés mais próximos e relativamente abertos. 



Em relação ao backswing, num chip nunca chegamos a realizar o set do taco. Basicamente, é um movimento curto com o taco sempre próximo do chão. Não existe uma regra que diga que um backswing de 70 cm com um pitch equivale a um chip de 15 metros, cabe a todos praticar com vários tacos, desde o ferro 7 até aos wedge, para adquirir habilidade. A amplitude de subida no backswing é essencial para aproximações rolantes. Se a subida for demasiado grande para a distância da pancada, a tendência é abrandar na descida do taco antes da bola. Esta desaceleração traz efeitos dramáticos e o resultado será um golpe sem controle de força e direção, que só vai até metade da distância. Por outro lado, num backswing demasiado curto, o taco não terá tempo para acelerar na descida, ou a cadência do shot deixará de existir. O resultado será bater a bola por cima e não se mexer, ou sair disparada atravessando todo o green. Mesmo as pancadas mais curtas devem ser realizadas acelerando a cabeça do taco na direção da bola, e mantendo sempre o mesmo ritmo controlado. Acima de tudo, não deve apressar o movimento, suba o taco a amplitude que acha necessário, e sinta que pára um pouco até começar a descer novamente, fazendo uma pequena pausa. Isto ajuda no timing. É mantendo este ritmo constante que pode controlar a amplitude de subida do taco. Se o ritmo não for consistente, pode acertar 20 pancadas com exatamente a mesma amplitude, mas todas fazem distâncias diferentes, e não é isto que se pretende. 

Se é um mau jogador de chips, verifique a forma como segura o taco, reveja o grip. Experimente também colocar as mãos mais abaixo no taco, terá mais controle e acertará com mais firmeza na bola. Outro erro comum é manter-se demasiado longe da bola. Isto faz com que a face do taco saia da linha do alvo. Resumindo, o chipping é um movimento de putting pelo ar. Existem várias maneiras de o fazer. Eu pessoalmente prefiro usar um pouco os punhos ao invés de os manter totalmente bloqueados, como ensinam muitos treinadores, isto por uma questão de sensação, de "touch", que é melhor num movimento com braços e punhos.

Este artigo pode ser ouvido através do podcast do Spotify Golfe 100 Segredos: 



21/01/2025

Swing de Golfe

 


Nos artigos anteriores foram abordados os aspectos importantes para o pré-swing, ou seja o grip, o alinhamento/pontaria, o stance/postura e a posição da bola. Dando continuidade à técnica base por onde um jogador iniciante tem de se guiar, vamos abordar o swing de golfe. 

O “Swing” é o movimento combinado entre o taco, mãos, braços, tronco e membros inferiores, sendo essencial que todos eles trabalhem em conjunto criando um movimento correcto e coordenado.

O objectivo único do “swing” é fazer regressar a face do taco à bola de forma correcta/ controlada.




O swing de golfe pode ser dividido em 7 fases:

Pré-swing e waggle 

Takeaway

Backswing

Downswing

Impacto 

Followthrough 

Finish

1- Pré-Swing: envolve tudo o que vimos anteriormente como grip, alinhamento/pontaria, stance/postura e posição da bola, bem como um ligeiro movimento de preparação/descontração antes de iniciar o swing, que se chama waggle, que cada jogador tem o seu próprio jeito, uns avançam um pouco as mãos antes de iniciar o movimento, outras balançam o taco, etc. Este pequeno movimento ajuda a relaxar e diminuir a tensão muscular. 

2- Take-Away: Movimento inicial do swing. A fluidez e qualidade do swing irão ser influenciadas pelo take-away, como tal é uma fase importante. 

Os ombros formam com os braços, antebraços e mãos um triângulo e esse triângulo deverá manter-se durante o movimento até chegar à perna direita, sendo importante que os ombros, braços, mãos e taco se desloquem em conjunto de forma a transmitir uma sensação de bloco – “uma só peça”, não existindo até aqui movimento de rotação das ancas e o ângulo de flexão dos joelhos não é alterado e o peso do corpo mantem-se no lado interior do pé direito.



3- Backswing, onde a seguir ao takeaway temos o set do taco que é criado através da quebra dos punhos (desvio radial de ambos os punhos com ligeira extensão do punho direito) num ângulo de 90º entre o taco e o braço esquerdo;

A ponta do grip deve apontar para um ponto entre a linha do alvo (linha imaginária entre a bola e o alvo) e a linha dos pés (linha imaginária entre os dois pés),

É desta posição que os músculos “grandes” e o tronco tomam conta do movimento. A partir daqui com um takeaway eficiente e o set do taco correcto será fácil adquirir uma posição consistente no final do backswing. O topo do Backswing consiste apenas em colocar o taco e o corpo numa posição efectiva para começar o Downswing e o respectivo ataque à bola. Esta posição não é estática e constitui apenas um ponto de referência inserido num movimento fluido;

No topo do backswing podemos verificar:

Posição da face do taco;

A vareta do taco deve estar paralela à linha do alvo;

Dependendo do tipo de swing, flexibilidade e do grau de rotação dos ombros de cada jogador, a vareta do taco deverá estar quase ou paralela ao solo;

Que o peso foi transferido para o lado direito e se encontra para além do interior do pé;

Ombro esquerdo deve rodar para baixo do queixo;

Costas devem estar a apontar para o alvo e o ângulo da coluna vertebral é mantido (igual inclinação ao pré-swing);

4- DownSwing - A transição do backswing para downswing, é iniciada com um ligeiro movimento de transferência do peso para a perna esquerda, mesmo antes de o tronco começar a rodar. 

Para executar este movimento correctamente é importante que as ancas não impeçam a rotação, girando em direcção ao alvo.

O taco desce e move-se para a frente na direcção da bola no mesmo plano do backswing em consequência da rotação do tronco, braços e mãos;

5- Impacto é o m ouomento em que a face do taco tem contacto com a bola;

É importante perceber que o impacto faz apenas parte de um movimento e é uma passagem do taco pela bola e que conscientemente não podemos controlar. Para tal, um bom impacto está dependente de um bom backswing e downswing. Nesta fase, será importante verificar se o ângulo da coluna vertebral não foi alterado até e durante o impacto. As ancas e ombros devem estar ligeiramente abertas em relação à linha do alvo ou seja já a apontar para a esquerda. Manter o joelho flectido para absorver o impacto e criar boa estabilidade para o resto da rotação do corpo. O punho esquerdo deve estar direito ou até ligeiramente flectido e o braço esquerdo em esticado, de forma a criar uma linha recta entre taco, mão e braço. O peso nesta fase já deve estar maioritariamente no lado esquerdo.

6- Followtrought: a simetria existente num bom swing é novamente evidente nos momentos após o impacto à medida que os braços fazem o “release” da cabeça do taco em direcção ao alvo. A mão direita roda sobre a mão esquerda;

Nesta fase, as ancas rodam mais para a esquerda e o peso está mais sobre o pé esquerdo.

7- Finish: É o terminar do swing, sendo importante que o jogador termine o swing em equilíbrio com uma boa rotação do tronco em direcção ao alvo. O peso quase na totalidade do lado esquerdo.

Este artigo pode ser ouvido através do podcast do Spotify Golfe 100 Segredos https://open.spotify.com/episode/6wNZE8SyNCW0X5zkJGESJ0?si=fJvKE3eRTO2acbbfZulKcQ

17/12/2024

Alinhamento e Pontaria no Golfe



Se bate bem na bola mas nem sempre na direção certa, a primeira a verificação a fazer é o alinhamento. É comum sentir que está bem alinhado e confortável mas na verdade, se for filmado ou observado por outra pessoa é recorrente estar desalinhado com o alvo. Claro que até pode jogar a bola em direção ao alvo compensando o seu mau alinhamento durante o swing, mas dessa forma nunca irá obter resultados regulares e consistentes, bem como obter o seu potencial máximo no golfe ficando a sua evolução limitada. 

Embora a maioria dos jogadores amadores entenda a importância do alinhamento correto no campo de golfe, continuamos a ver problemas de alinhamento em muitos jogadores. Existem 2  razões para tal:

1- o jogador altera a postura e a posição de abordagem para tentar compensar um erro no Swing, como por exemplo o slice.

2- o jogador simplesmente não verifica o alinhamento regularmente e maus hábitos instalam-se silenciosamente. 

Para quem está a dar os primeiros passos no golfe alerto que um swing consistente só pode ser construído com um alinhamento correto, não tente corrigir erros no seu swing sem resolver o problema do alinhamento e da pontaria. 

Para verificar o seu alinhamento, escolha um alvo e coloque-se à bola como faz habitualmente antes de bater a bola, coloque o taco no chão ao longo da linha dos seus pés, depois saia da posição e venha visualizar atrás da bola a direção da linha dos seus pés através do taco que colocou no chão.

Se o taco apontar diretamente para o alvo ou para a direita do alvo, o seu stance está fechado;

Se o taco apontar para a esquerda do alvo, o seu stance está aberto. 

O correto será o taco apontar paralelamente à esquerda do alvo, imaginando que a linha ao longo dos pés e a linha da bola até ao alvo são dois trilhos de uma linha de comboio. Este é o stance square. Lembre-se que os seus joelhos, ancas e ombros devem igualmente estarem alinhados e paralelos aos seus pés. 



Porém, muitos dos melhores jogadores em torneio, nunca tentam dar o shot absolutamente a direito. Por isso, não se alinham perfeitamente paralelos à bandeira. Eles escolhem sempre um lado mais seguro e jogam ora em Fade (alinhando-se à esquerda do alvo) ora em Draw (alinhando-se à direita do alvo). 

No entanto, até ser um jogador experiente utilize apenas o alinhamento square, com pés, ancas e ombros paralelos à linha do alvo e face do taco alinhada com o alvo. 



Quando se coloca à bola (posição de address), a mesma deve estar alinhada com o centro da face do taco, ou seja com o sweet spot. Um erro comum mas fatal é decidir para onde que jogar quando já está posicionado à bola, escolha sempre o seu alvo antes de se posicionar. É impossível alinhar-se correctamente sem ter escolhido o ponto de aterragem da bola. Para todas as tacadas em que não ataca diretamente a bandeira, escolha uma referência para se alinhar. Depois de apontar o taco, alinhe os pés, ancas e ombros paralelamente com a sua linha imaginária. Se seguir esta rotina religiosamente é mais difícil estar desalinhado, treine esta rotina. 



Outra dica importante para evitar que a face do taco fique desalinhada é segurar o taco com a mão esquerda antes de estar na posição de address e só quando estiver nessa posição colocar calmamente a mão direita. Ao baixar a mão direita apenas no último momento evita que todo o corpo mude de posição (principalmente a alterar o peso do corpo), o que é um erro muito comum. É essencial que a face do taco não se mova enquanto se posiciona. Muitos jogadores alteram o alinhamento da face do taco quando finalmente colocam a mão direita, para o evitar agarre ligeiramente o taco quando assumir a postura e firme o grip apenas antes de iniciar a tacada.



Não se esqueça do ângulo da face do taco ao abordar a bola, ele deve estar square (perpendicular) em relação à linha da bola ao alvo.

O alinhamento adequado no campo de golfe embora pareça teoricamente fácil é muito importante e talvez por ser simples muitos jogadores amadores não verificam regularmente. Os profissionais do tour verificam e dão valor máximo ao alinhamento todas as vezes que praticam porque sabem quando isso é importante.

Por último, deixo esta frase de Nick Faldo como conclusão: "Não é preciso dizer que não adianta ter um set-up perfeito, um grip perfeito e um swing perfeito, se tudo estiver desalinhado. Parece óbvio, mas muitos jogadores simplesmente não gastam tempo suficiente para acertar o alvo".

11/11/2024

Golfe 100 Segredos: Como começar no golfe




Este post faz parte de um conjunto de posts que abordam o golfe de uma maneira simples e direcionada para quem nunca teve contacto com o golfe. Para quem preferir poderá ao invés de ler, ouvir através do canal Golfe Cem Segredos no Spotify. É portanto, um pequeno curso de golfe para iniciantes. Com estes posts quem pretender iniciar-se na modalidade pode fazê-lo, não só praticando mas aprendendo ouvindo por exemplo no carro durante o trajecto para o trabalho ou mesmo para o campo de golfe. Comparo muitas vezes a aprendizagem do golfe à Matemática ou melhor ainda à aprendizagem de um instrumento musical, por ser uma modalidade bastante técnica e de repetição, onde temos de ter paciência e sermos persistentes, porque não se aprende a jogar golfe num só dia. Praticar com frequência é a receita, assim como aprender bem desde o início para não adquirir maus vícios. Tal como na música, muitas pessoas podem ter mais talento, mas sem trabalho nada feito e todos podemos ser músicos ou golfistas de sucesso. 
Então para começar deve dirigir-se a um campo de golfe, de preferência o mais perto de casa possível de forma a não ter "desculpa" para desistir pela distância e tempo. Em Lisboa, por exemplo existem 2 opções, a Academia de Golfe de Lisboa onde dou aulas em regime de free-lancer e no Clube de Golfe do Paço do Lumiar. Ainda perto da capital temos o Centro Nacional de Formação de Golfe no Jamor. Em Portugal temos 91 Campos de Golfe, portanto pesquise no Google Maps qual será a melhor opção para si.
Para as aulas não precisa levar material porque os treinadores fornecem tudo para o efeito e pode depois ir comprando aos poucos o seu set de golfe.
A aprendizagem não vai começar logo no campo de golfe propriamente dito mas sim num campo de treino que se chama Driving Range, que não é mais que um local onde praticamos e batemos as bolas sempre do mesmo local, quer seja num tapete de relva artificial ou mesmo em relva natural delimitada. Para tal, vai precisar de bolas que o treinador fornece, ou no caso de ir praticar sozinho basta adquirir uma ficha de bolas na recepção do clube. Essa ficha vai funcionar de forma idêntica a uma maquina de tabaco, mas ao invés de sair maços de tabaco saem bolas, o que é muito mais saudável principalmente se for fumador. O preço destas fichas ronda os 3 euros e basta um cesto por cada treino, uma vez que os músculos específicos do golfe ainda não estão preparados para mais.
Então no Driving Range vamos treinar o chamado Full Swing, ou seja movimento completo do Golfe para tacadas de média/longa distância. 
Nesta primeira aula, o treinador dará importância ao ensino dos princípios básicos do Swing, abordando os 3 P's, ou seja a pega (grip), a pontaria e a postura que são os ingredientes chave para um Swing sólido e eficaz. Nesta primeira vez, será também importante o treinador fazer uma explicação geral resumindo o que é o jogo de golfe, as principais regras e etiqueta e explicação do material utilizado. Estas questões serão abordadas no nosso próximo post. Boas tacadas!

30/08/2011

Aulas de Golfe no Campo - Jogue e receba dicas de um Profissional



Estas aulas são destinadas para quem conta já com alguma experiência no golfe e queira iniciar-se ou aperfeiçoar o jogo no campo. Estas aulas tem como objectivo a consolidação dos conhecimentos técnicos, regras de jogo e normas de etiqueta utilizados no campo de golfe.
 Resumo do programa:
  • Aperfeiçoamento do jogo curto, médio e comprido;
  • Estratégia de jogo;
  • Revisão de regras e normas de etiqueta;
  • Como analisar o próprio jogo através de estatística;
  • Como calcular a pontuação Stableford Net e Gross.
Preços:
Aula individual de campo (18 buracos)
60 euros (Aldeia dos Capuchos) ou 70 euros (Santo Estêvão Golfe)
Aula individual de campo (9 buracos)
45 euros (Aldeia dos Capuchos) ou 50 euros (Santo Estêvão Golfe)

06/11/2010

Estratégias de Concentração e de Relaxamento Aplicadas ao Golfe

Todos os jogadores, em determinados momentos sentem “nervosismo”. Nesses momentos de nervosismo, ocorrem inúmeras alterações no interior do corpo, ao nível dos rins as glândulas supra-renais secretam quantidades abundantes de adrenalina.

A adrenalina quando lançada na corrente sanguínea, em quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente) aumenta a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue por batimento cardíaco; eleva o nível de açúcar no sangue; minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o fluxo para os músculos voluntários nos membros superiores e inferiores e “queima” gordura contida nas células adiposas.

Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reacção, deixa o raciocínio mais rápido, melhora a visão e fazem os pulmões trabalharem melhor. Como também os jogadores podem sentir vazio no estômago e tremor nos membros superiores e inferiores.

Essas descargas de adrenalina são uma situação normal e acontecem diariamente independente se o indivíduo pratica ou não algum desporto. Mas podem tornar-se num problema quando essa sensação se mantém sobre um efeito incessante.

È devido a tal que o treino de competências psicológicas é hoje em dia uma área considerada fundamental na preparação dos atletas para a competição.

De um modo geral, as intervenções realizadas em vários estudos apontam os efeitos benéficos dos programas destinados a recriar na mente dos atletas experiências tão próximas quanto possível da realidade (visualização mental), a necessidade de se definirem padrões específicos e realistas de rendimento (formulação de objectivos) e o papel crucial dos estilos de pensamentos positivos e ajustados face às exigências concretas de cada modalidade (planos mentais), bem como outras técnicas de relaxamento.

relaxgolfe 

VISUALIZAÇÃO MENTAL

É uma técnica psicológica que consiste em criar ou recriar uma determinada experiência concreta ou situação na nossa mente, quer a nível sensorial (visão, audição, tacto, olfato, cinestésico), quer a nível emocional.

A visualização mental, procura recriar experiências mentais no praticante tão próximas como aquelas que tendem a ocorrer na realidade permitindo maiores níveis de atenção e concentração, percepções mais elevadas de auto confiança, maior motivação e emoções mais positivas e também melhorias no rendimento desportivo.

A visualização mental é utilizada, fundamentalmente, para:
·         Aprendizagem, aperfeiçoamento e manutenção de competências motoras;
·         Regulação da activação e controlo do stress;
·         Controlo atencional;
·         Promoção da auto-confiança;
·         Planeamente e avaliação de competições;
·         Recuperação de lesões e controlo da dor.

MÉTODO DE LAURA MITCHELL

Este método tem como objectivo o relaxamento, e utiliza o conhecimento da postura de stress e tensão para o efeito.

Este método é composto por três partes: Fazer o movimento; Parar; Registar a sensação da nova posição.

Baseia-se no princípio da enervação recíproca, ou seja, quando um músculo se contrai o seu músculo antagonista (oposto) irá relaxar.

O que permite que os nervos ao nível das articulações e tendões reconhecem a posição, que é transmitida e registada no cérebro.

Permitindo uma redução da tensão psico-fisica, ansiedade e tensão ao nível dos pulmões e coração. Aquisição e economia de energia psico-física, como também auxiliam na formação da imagem corporal.

TREINO DE CONTROLO DA RESPIRAÇÃO

Respiração lenta e deliberada sequência de Inspiração – Expiração

A respiração adequada é uma das formas mais rápidas e eficazes de controlo da ansiedade e da tensão muscular.

O que faz:

  1. Chave para alcançar o relaxamento.

  1. Ajuda a manter a calma e controla os níveis de Ansiedade em situações ou momentos particularmente stressantes

  1. Ajuda os atletas a alhearem-se por momentos da pressão da competição, constituindo a respiração uma nova estratégia de potencialização do rendimento.
 Se um sujeito se concentrar na sua respiração será menos provável que se distraia com estímulos irrelevantes (olhares dos adversários, barulhos externos, etc…).


Qual o melhor momento para usar o treino de controlo:

Interrupção da acção, ao andar para a bola, descanso, tempos mortos, pausas…
           
ACUPRESSÃO
 Milhões de chineses confiam na acupressão – uma variante da acupunctura, sem agulhas – para aliviar as queixas associadas ao stress, como a ansiedade. Uma forma rápida de aliviar a ansiedade ligeira é exercendo pressão sobre o ponto conhecido como a Porta do Espírito, localizado na parte de fora do pulso, por baixo da primeira prega e no alinhamento do dedo mindinho. Pressione sobre este ponto até ter uma sensação de dor semelhante a quando magoa o osso cubital.

acupress 
Mantenha a pressão durante 15 a 30 segundos e, depois, alivie. Para obter os melhores resultados, não se deve trabalhar sobre o mesmo ponto mais de duas a três vezes por dia.

STRETCHING GLOBAL ACTIVO (SGA)

O SGA é uma técnica de alongamento baseada no método de Reeducação Postural Global (RPG), criado em 1995 pelo fisioterapeuta francês Philippe Souchard.  

Philippe Sochaurd constatou que o alongamento global usado na RPG, poderia ser aplicado também para o ganho e manutenção do alongamento na performance desportiva. Hoje é igualmente aplicável e adaptado aos problemas do dia-a-dia, como prevenção de lesões relacionadas à má postura e às actividades repetitivas impostas pelo trabalho, podendo ser utilizado individualmente ou em grupo, atletas de alto nível ou para qualquer pessoa sedentária.

O SGA é global porque vários músculos são solicitados simultaneamente (inclusive os músculos respiratórios), sem que haja compensações em outras partes do nosso corpo, ou seja, preservando o alinhamento do corpo e o espaço das nossas articulações, as curvaturas da coluna vertebral e os discos intervertebrais. É realizado mediante autoposturas de alongamento das cadeias musculares. Estas autoposturas são escolhidas com base em uma avaliação específica, de acordo com a necessidade das actividades praticadas pelo desportista. Assim seremos capazes de atenuar os efeitos da sobrecarga das estruturas musculoesqueléticas, decorrentes dos movimentos repetitivos de cada actividade.

Esta técnica trará benefícios não só em termos fisiológicos, como também um bem-estar e um relaxamento psicológico.

PNF-Chi

Técnica de mobilização activa global (criada e desenvolvida pelos Fisioterapeutas Eva Albuquerque e Paulo Araújo), segundo os padrões de movimento do corpo, coordenado com a respiração, inspirada em alguns princípios do Tai-chi e princípios neurofisiológicos do PNF (Proprioceptive Neuromuscular Facilitation).

TÉCNICA DE SCHULTZ

No seguimento a trabalhos, observações sobre hipnose, Schultz elaborou um método de relaxamento ou treino autógeno que consiste na indução de uma série de exercícios fisiológicos racionais determinados cuja meta é levar o corpo e o espírito ao repouso, e procurar uma sensação generalizada da pessoa.

TÉCNICA DE JACOBSON

Jacobson fixa-se no nível fisiológico e acredita na existência de uma relação entre o emocional vivido e o grau de tensão muscular.

Algumas pessoas que estão frequentemente física ou psiquicamente hipertensas acabam por apresentar problemas picossomáticos. É então necessário aprender a se observar e a se controlar.

Jacobson pôs então em prática a sua técnica cujo objectivo é diminuir o tónus muscular. Para que isso ocorra, é necessário que, em repouso, se torne consciência da diferença de sensação entre a contracção e o relaxamento muscular.

OUTRAS TÉCNICA E MÉTODOS

Eutonia de Gerda Alexander, Sofrologia, Método de Wintrebert, Técnica de Jarreau e Klotz, Método de Vittoz, Treino Compensado de Aiginger, Método Feldenkrais, …
  
OUTROS CONSELHOS

 RITMO DE JOGO

Cada jogador possui o seu ritmo natural, que engloba desde a cadência a que processamos a informação e reagimos a ela, à capacidade de aumentar a energia ou acalmar a nível emocional.

È importante que cada jogador descubra qual o seu ritmo natural do jogo, e que o mantenha tanto em treinos como em competições.

Um jogador não deve jogar um shot sem que se sinta pronto. Por isso mesmo, é fundamental criar uma boa rotina pré-shot de forma a não alterar a condição emocional nem física deste.


SUPERSTIÇÕES

Não subestimar as superstições que o jogador tem em relação ao golfe. Uma vez que estas podem afectar o rendimento do jogador (inibição).