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09/02/2025

Chipping



Esta é a parte do jogo em que qualquer jogador pode ser eficaz, como um profissional, por ser um movimento curto e que não é necessária força. No entanto, um profissional do tour faz apenas duas pancadas, enquanto um jogador amador faz três ou mais. Isto ocorre por duas razões. A primeira é porque o jogador não consegue analisar e "ler" o voo da bola. E a segunda é porque não domina a técnica. Para todas as abordagens de chipping, o jogador precisa localizar um ponto no green ou no avant-green onde quer que a bola caia. É fundamental observar bem o local em relação à bandeira e o local onde está a bola, determinando assim também as inclinações do green. Basicamente, a bola deve cair o mais próximo possível do início do green, cerca de 1,5m para dar alguma margem de erro. E depois rolar até ao buraco. Sempre que possível, a aproximação deve ser com uma trajetória baixa, pois é mais fácil de fazer e de controlar. Logo, é mais segura, mas obviamente depende sempre da posição da bola em relação ao buraco. Não se pode jogar uma aproximação a rolar se houver um bunker entre a bola e o buraco, ou se tivermos a bola num nível muito abaixo do green. Cada situação exige a solução certa, no entanto mantém-se a regra de ouro, que é sempre com o método mais simples que obtemos o melhor resultado. Deixe os shots artísticos para o circo. 

Para compreender melhor a abordagem de um chip, tente imaginar como se estivesse a realizar um putt pelo ar. Deve ver a linha como se tratasse de um putt, mas a bola percorrerá uma parte pelo ar. De uma forma simples, embora varie um pouco de jogador para jogador, conte que um chip com um ferro 7 irá voar 20% e rolar 80%, enquanto um pitch wedge irá voar 60% e rolar 40% e já com um sand wedge irá voar 75% e rolar 25%. Tente treinar com vários tacos, pois terá mais ferramentas a utilizar em cada abordagem. 

Em termos de técnica, não será igual ao putting, pois as mãos devem estar sempre avançadas em relação à bola. No address, a postura deve ser suficientemente firme e aberta para permitir que a linha seja claramente vista e não impeça o movimento pendular dos braços durante o movimento. O ângulo formado pelo braço esquerdo e o taco no address, com as mãos à frente da bola, deve manter-se durante todo o movimento. O chipping é um movimento de swing de braços, permanecendo a posição do corpo praticamente inalterada. Aqui, tal como no putting, só que aqui é necessário manter a flexibilidade dos joelhos para equilibrar o movimento dos braços e manter a cadência, que também é fundamental. Há ainda uma sugestão de transferência de peso para o pé esquerdo para orientar o movimento. O stance deve ser estreito, os pés mais próximos e relativamente abertos. 



Em relação ao backswing, num chip nunca chegamos a realizar o set do taco. Basicamente, é um movimento curto com o taco sempre próximo do chão. Não existe uma regra que diga que um backswing de 70 cm com um pitch equivale a um chip de 15 metros, cabe a todos praticar com vários tacos, desde o ferro 7 até aos wedge, para adquirir habilidade. A amplitude de subida no backswing é essencial para aproximações rolantes. Se a subida for demasiado grande para a distância da pancada, a tendência é abrandar na descida do taco antes da bola. Esta desaceleração traz efeitos dramáticos e o resultado será um golpe sem controle de força e direção, que só vai até metade da distância. Por outro lado, num backswing demasiado curto, o taco não terá tempo para acelerar na descida, ou a cadência do shot deixará de existir. O resultado será bater a bola por cima e não se mexer, ou sair disparada atravessando todo o green. Mesmo as pancadas mais curtas devem ser realizadas acelerando a cabeça do taco na direção da bola, e mantendo sempre o mesmo ritmo controlado. Acima de tudo, não deve apressar o movimento, suba o taco a amplitude que acha necessário, e sinta que pára um pouco até começar a descer novamente, fazendo uma pequena pausa. Isto ajuda no timing. É mantendo este ritmo constante que pode controlar a amplitude de subida do taco. Se o ritmo não for consistente, pode acertar 20 pancadas com exatamente a mesma amplitude, mas todas fazem distâncias diferentes, e não é isto que se pretende. 

Se é um mau jogador de chips, verifique a forma como segura o taco, reveja o grip. Experimente também colocar as mãos mais abaixo no taco, terá mais controle e acertará com mais firmeza na bola. Outro erro comum é manter-se demasiado longe da bola. Isto faz com que a face do taco saia da linha do alvo. Resumindo, o chipping é um movimento de putting pelo ar. Existem várias maneiras de o fazer. Eu pessoalmente prefiro usar um pouco os punhos ao invés de os manter totalmente bloqueados, como ensinam muitos treinadores, isto por uma questão de sensação, de "touch", que é melhor num movimento com braços e punhos.

Este artigo pode ser ouvido através do podcast do Spotify Golfe 100 Segredos: 



27/11/2024

A Pega ou Grip

 A Pega (Grip)


Como treinador aprendi que a forma como um jogador segura o taco irá em grande medida determinar o êxito da tacada. A Pega é portanto um dos temas mais importantes a ter em conta na técnica do golfe. De forma que de nada vale ter um bom swing se a pega não for boa. Pegar mal no taco requer ajustes no swing para acertar na bola com a face perpendicular ao alvo. Fazer um swing bonito à Seve Ballesteros de nada serve se não segurarmos o taco como ele o fazia. Não é de todo péssima ideia imitar o swing de um bom jogador com morfologia idêntica mas apenas o façam se o fizerem também na forma de segurar o taco. Alterar e aprender a pega requer treino, seria insensato querermos ter uma boa pega num só treino, só com a repetição vamos conseguir uma pega sólida e confortável.


Então, uma boa pega deve permitir liberdade dos movimentos às mãos, punhos e antebraços, garantindo ao mesmo tempo que a mão esquerda e direita possam trabalhar em conjunto como uma única unidade. A força que as mãos devem exercer no taco deverá ser 7/10 ou seja, como se estivéssemos a segurar um passarinho nas mãos, com força suficiente para não fugir mas também com força que não o sufoque. É comum um jogador iniciante pegar no taco com demasiada força e tensão nas mãos e antebraços. Esta situação ainda mais se agrava quando se está a aprender a pega, prejudicando a aprendizagem e criando uma maior probabilidade de contrair lesões.

Então como devemos colocar as mãos correctamente? 

Em primeiro lugar, aconselho a colocação do taco na mão esquerda de forma que entre os dedos polegar e indicador formem uma linha ou "V" entre eles em direcção ao ponto intermédio entre o pescoço e o ombro direito (ou ao ponto médio da clavícula direita). Muitos treinadores preferem o "V" ao invés de linha formada entre os dedos indicador e polegar, eu prefiro a referência da linha uma vez que o "V" dá ideia de ter os dedos mais afastados, o que por vezes não é o que devia acontecer. 



Para principiantes, em caso de duvida da posição da mão esquerda, experimentem segurar o taco com a mão esquerda colocada na parte exterior da coxa esquerda deixando o braço esquerdo pendurado naturalmente. Vão reparar que a mão esquerda está ligeiramente voltada para dentro e é essa a posição natural do braço esquerdo. Basta então fechar a mão esquerda no taco e depois verifique na posição à bola. 

Então, temos na mão esquerda como referências visuais para o jogador a posição dos dois dedos (polegar e indicador) que originam uma linha ou um "V" direccionado ao ponto intermédio da clavícula direita e dois nós e meio de dedos da mão esquerda visíveis ao segurar o taco. Depois a mão direita que é a mão que atribui direção à tacada e consequentemente à bola independentemente de como colocamos a mão sobre o taco, esteja ela entrelaçada com a esquerda, sobreposta ou tipo baseball, ela deve invariavelmente estar posicionada com os 2 dedos (polegar e indicador) a sugerir a mesma direção da linha ou "V" da mão esquerda em direcção ao ponto intermédio da clavícula direita e na mesma posição o jogador deve conseguir observar um nó, ou nó e meio de dedos da mão direita. A forma mais simples de entender o abraçar desta mão com o taco será imaginar que estamos a cumprimentar alguém de mão estendida e dessa mesma forma sempre com a palma da mão direcionada para o alvo, cumprimentamos assim o taco. Desta forma estará garantida, pelo menos ao nível da pega, o correto e bem sucedido manuseamento do taco. 



A pega é algo que deverá ter sempre atenção de corrigir com pequenos ajustes. Volte a refazer a pega correctamente a cada tacada de forma a não criar maus vícios e de forma a integrar a rotina pré-shot. 

Para verificar se a pega está correcta faça alguns swings só com uma mão, primeiro com a esquerda e depois com a direita e verifique também se consegue com cada uma das mãos realizar 3 movimentos fundamentais: 

1- Flexão/extensão do punho: movimento que fazemos para acelerar e desacelerar uma mota.

2- Desvio radial/cubital: movimento que fazemos na pesca a movimentar a cana para verificar se tem peixe no anzol. 

3- Pronação/supinação: movimento que fazemos para movimentar uma espada de um lado para o outro na esgrima.



Pessoalmente gosto da pega do tipo interlocking com o dedo mindinho da mão direita cruzado com o indicador da mão esquerda mas não tenho nada contra os outros tipos de pega. As vantagens que vejo nesta opção é a ancoragem fácil das duas mãos, facilitando o trabalho mútuo das mesmas. Recomendo a experimentar as 3 opções, as mãos são todas diferentes, por isso procure o que lhe é mais "natural". É importante que para que as mãos exerçam uma acção coordenada a palma da mão direita deve encaixar no polegar esquerdo como duas peças de Lego.



A pega da mão direita diz sobretudo respeito aos dedos por dois motivos. Primeiro, os dedos dedos tem uma elevada concentração de terminais nervosos, tornando-os no centro do sentido do tacto. Em segundo lugar, é com os dedos que a mão direita vai permitir que a cabeça do taco chicoteie a bola. Devemos então segurar o taco o taco com todos os dedos, mas aplicar uma pressão especial em determinadas zonas. Na mão esquerda, nos últimos dedos e no músculo que pressiona o taco, na mão direita a pressão especial será no polegar e no indicador. 

Outro pormenor importante em relação à pressão é que o dedo mindinho da mão esquerda deve ficar a envolver quase todo o taco. Ele é de grande ajuda para manter o taco unido. Para comprovar faça a seguinte experiência: segure o taco apenas com os dois dedos médios e depois acrescente o dedo mindinho, fará toda a diferença.

Não pense que precisa de mãos fortes para jogar bem golfe. Pode ajudar mas as mãos são na verdade um elo de ligação entre os braços e o taco. O swing correcto é criado pelos braços e pelo taco através da acção correcta e coordenada de todo o corpo. 

Se as suas mãos forem particularmente pequenas, o polegar esquerdo pode ser de grande utilidade. Coloque o polegar esquerdo para a frente do taco o máximo que conseguir. Verá que isso ajuda a aderir melhor o taco e aumentará a sensação e controlo do taco. Experimente para ver se funciona.

Devemos segurar o taco com firmeza mas sem tensão exagerada, relembro que a força das mãos sobre o taco deve ser 7/10. É especialmente importante manter a pega firme no topo do backswing porque libertar a pressão vai alterar o plano de swing, perdendo o ritmo e o controlo do taco. Este é um dos erros mais comuns quando um jogador está cansado. Devemos manter a pega firme não só no topo da subida mas até ao final do swing. Se permitirmos que as mãos relaxem perdemos todo o controlo no impacto. Uma boa maneira de garantir que não está a libertar demasiado a pressão das mãos durante o swing é certificar-se de que o polegar esquerdo está bem apoiado na palma da mão direita durante todo o swing. Assim teremos a certeza de que as mãos formam um bloco para trabalharem em conjunto.

Não faça a pega com o taco levantado, embora vejo isso muitas vezes, inclusive em livros, não gosto. Antes de fazermos a pega devemos estar com o taco alinhado. A forma de o fazer correctamente é posicionar o taco atrás da bola e alinhar a face do taco perpendicularmente ao alvo, depois colocar primeiro a mão esquerda com as costas da mão viradas ao alvo, depois a direita com a palma virada ao alvo. 

Independentemente da forma como segura o taco, lembre-se sempre que o objectivo da pega é unir as mãos para formarem uma só unidade. Quanto menos espaço existir entre os dedos e entre as mãos mais compacto permanece este bloco ao longo do movimento.

Não podemos também ser perfecionistas, não temos todos as mãos anatomicamente iguais, existem muitas excepções, existem bons jogadores com pega fraca como por exemplo: Jon Rahm, Morikawa, Koepka, Spieth, Johnny Miller; com pega forte como por exemplo: Paul Azinger, Fred Couples, Bernhard Langer, Bubba Watson, David Duval; e até mais raro jogadores com pegas com mãos ao contrário como o Josh Broadway. 


Isto para dizer que nem todos podemos ter uma pega como o Jack Nicklaus ou Tiger Woods, no entanto, todas as pegas de bons jogadores seguem uma regra: as palmas das mãos devem estar viradas uma para a outra quando seguramos o taco. Seja qual for a sua pega aceite-a naturalmente. 

Todo este tema foi abordado tendo em conta um jogador dextro que joga à direita, o contrário será válido para um jogador esquerdino que jogue à esquerda. 

Deve ter-se em conta que a pega utilizada no swing e jogo curto mantém-se mas no putter será diferente e será abordada noutra ocasião.

Boas tacadas!

11/11/2024

Golfe 100 Segredos: Como começar no golfe




Este post faz parte de um conjunto de posts que abordam o golfe de uma maneira simples e direcionada para quem nunca teve contacto com o golfe. Para quem preferir poderá ao invés de ler, ouvir através do canal Golfe Cem Segredos no Spotify. É portanto, um pequeno curso de golfe para iniciantes. Com estes posts quem pretender iniciar-se na modalidade pode fazê-lo, não só praticando mas aprendendo ouvindo por exemplo no carro durante o trajecto para o trabalho ou mesmo para o campo de golfe. Comparo muitas vezes a aprendizagem do golfe à Matemática ou melhor ainda à aprendizagem de um instrumento musical, por ser uma modalidade bastante técnica e de repetição, onde temos de ter paciência e sermos persistentes, porque não se aprende a jogar golfe num só dia. Praticar com frequência é a receita, assim como aprender bem desde o início para não adquirir maus vícios. Tal como na música, muitas pessoas podem ter mais talento, mas sem trabalho nada feito e todos podemos ser músicos ou golfistas de sucesso. 
Então para começar deve dirigir-se a um campo de golfe, de preferência o mais perto de casa possível de forma a não ter "desculpa" para desistir pela distância e tempo. Em Lisboa, por exemplo existem 2 opções, a Academia de Golfe de Lisboa onde dou aulas em regime de free-lancer e no Clube de Golfe do Paço do Lumiar. Ainda perto da capital temos o Centro Nacional de Formação de Golfe no Jamor. Em Portugal temos 91 Campos de Golfe, portanto pesquise no Google Maps qual será a melhor opção para si.
Para as aulas não precisa levar material porque os treinadores fornecem tudo para o efeito e pode depois ir comprando aos poucos o seu set de golfe.
A aprendizagem não vai começar logo no campo de golfe propriamente dito mas sim num campo de treino que se chama Driving Range, que não é mais que um local onde praticamos e batemos as bolas sempre do mesmo local, quer seja num tapete de relva artificial ou mesmo em relva natural delimitada. Para tal, vai precisar de bolas que o treinador fornece, ou no caso de ir praticar sozinho basta adquirir uma ficha de bolas na recepção do clube. Essa ficha vai funcionar de forma idêntica a uma maquina de tabaco, mas ao invés de sair maços de tabaco saem bolas, o que é muito mais saudável principalmente se for fumador. O preço destas fichas ronda os 3 euros e basta um cesto por cada treino, uma vez que os músculos específicos do golfe ainda não estão preparados para mais.
Então no Driving Range vamos treinar o chamado Full Swing, ou seja movimento completo do Golfe para tacadas de média/longa distância. 
Nesta primeira aula, o treinador dará importância ao ensino dos princípios básicos do Swing, abordando os 3 P's, ou seja a pega (grip), a pontaria e a postura que são os ingredientes chave para um Swing sólido e eficaz. Nesta primeira vez, será também importante o treinador fazer uma explicação geral resumindo o que é o jogo de golfe, as principais regras e etiqueta e explicação do material utilizado. Estas questões serão abordadas no nosso próximo post. Boas tacadas!

06/06/2023

Aulas de Golfe em Lisboa

Treinador Carlos Louro Guerreiro




Local: Campo de Golfe do Estádio Universitário de Lisboa

Preços:
Aula individual avulso (1 hora) 40 euros
Curso de Iniciação de 6 aulas individuais (10 horas) 300 euros
Aula individual de campo P&P (18 buracos) 20 euros
Aula individual de campo Golfe (9 buracos) 45 euros

Aulas em Grupo
Aula avulso 2 pessoas (1 hora) 60 euros
Aula avulso 3 pessoas (1 hora) 70 euros

Grupos Especiais:
Aula de Golfe Adaptado - 35 euros


Outros preços sob consulta

27/03/2017

Vouchers de Oferta de Golfe


Aproxima-se uma ocasião especial e nem sempre é fácil escolher o presente ideal... Para aquela pessoa especial, para quem nunca experimentou o Golfe ou simplesmente para quem preza o contacto com a natureza e aliar assim também uma actividade física, consulte as nossas ofertas especiais!
Voucher Oferta de Baptismo de Golfe (1 aula de 60 minutos): 40€
Voucher Oferta de Curso de Iniciação ao Golfe (10 horas de aulas): 350€
Imagine a satisfação de quem recebe muito mais que uma prenda, é uma oferta de saúde e de bem-estar LisboaPhysio!
Nota: Para adquirir um destes presentes, contacte para Carlos Guerreiro (tlm: 96 456 87 46) ou lisboaphysio@gmail.com . Não serão efectuadas trocas nem devoluções. Os serviços em causa poderão ser usufruidos mediante marcação prévia, com a validade de 3 meses. A oferta é pessoal e intransmissível.
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