28/01/2026

Como preparar a época de Golfe (Pré-época)

 


🎙️ Preparação da Época de Golfe – O Que Separa os Bons dos Jogadores de Alta Competição

Quando falamos de golfe de alta competição, a época não começa no primeiro torneio.

Começa muito antes — na preparação.

A diferença entre um bom jogador e um jogador de alta competição raramente está apenas no swing. Está no planeamento, na consistência e na forma como cada detalhe é trabalhado antes da época arrancar.

A preparação da época é o momento de construir bases sólidas.

É aqui que se corrigem fragilidades, que se ganha vantagem competitiva e que se evita andar toda a época a “apagar fogos”.

O primeiro pilar é o planeamento.

Um jogador de alta competição não treina ao acaso. Define objetivos claros: técnicos, físicos e competitivos. Quantos torneios vai jogar, quando precisa de picos de forma, quando deve descansar. Sem plano, não há performance sustentável.

Depois vem o trabalho técnico.

A pré-época é o melhor momento para ajustar o swing, melhorar o controlo de distância, afinar o jogo curto e consolidar padrões. Durante a época competitiva, o foco é jogar bem — não reconstruir movimentos.

O terceiro pilar é o jogo curto e o putting.

Em alta competição, é aqui que se ganham ou perdem torneios. A preparação da época deve dedicar uma percentagem significativa do tempo a estas áreas, porque são elas que salvam voltas em dias menos inspirados.

Mas há algo que muitos ainda subestimam: a preparação física.

Força, mobilidade, estabilidade e resistência são fundamentais para manter consistência ao longo de uma época inteira. Um corpo bem preparado protege o swing, reduz lesões e mantém a qualidade da pancada sob pressão.

E claro, a preparação mental.

Alta competição é gestão emocional. É saber lidar com más voltas, más pancadas e más semanas sem perder confiança. Visualização, rotinas, controlo do foco e capacidade de competir consigo próprio são treináveis — e devem ser treinados.

Por fim, a simulação competitiva.

Antes da época começar, é essencial criar contextos de pressão no treino: jogos com objetivos, penalizações, voltas de treino como se fossem torneios. Porque competir não se improvisa.

A preparação da época É disciplina. É repetição. É compromisso #golfe

Estatísticas de Jogo no Golfe

 

🎙️ Golfe 100 Segredos

Episódio – Estatísticas de Jogo: como ganhar tacadas sem mudar o swing

Se eu te dissesse que podias baixar duas ou três pancadas sem melhorar o swing… acreditavas?

A maioria dos golfistas acredita que jogar melhor significa bater melhor na bola.

Mas no golfe de alta competição, os melhores do mundo sabem uma coisa essencial: ganhar tacadas é, acima de tudo, saber onde elas se perdem.

Hoje vamos falar de estatísticas de jogo, mas não daquelas que aparecem no cartão de volta. Vamos falar das estatísticas que mudam decisões, mudam treinos e, no fim, mudam resultados.

Bem-vindo a mais um episódio do Golfe 100 Segredos.

Durante muitos anos, o golfe foi analisado com números simples: fairways em regulação, greens em regulação, putts por volta.

E atenção — essas estatísticas não estão erradas.

Elas são… incompletas.

Vou dar-te um exemplo simples.

Imagina dois drives.

Um vai para o fairway, mas fica curto.

O outro vai para o rough, mas fica muito mais perto do green.

Qual foi melhor?

As estatísticas tradicionais dizem que o primeiro foi melhor.

O golfe real diz muitas vezes o contrário.

O mesmo acontece nos greens.

Um jogador faz green em regulação a 20 metros do buraco.

Outro falha o green, mas fica a dois metros.

Quem está em melhor posição para fazer par… ou birdie?

É exatamente aqui que entra a estatística mais importante do golfe moderno: Strokes Gained.

O Strokes Gained mudou completamente a forma como o golfe profissional mede performance.

A ideia é simples:

cada tacada é comparada com a média de jogadores do mesmo nível competitivo.

A pergunta não é “a bola foi para o fairway?”

A pergunta é: quantas tacadas, em média, são necessárias para acabar o buraco a partir desta posição?

Antes da tacada, existe um valor esperado.

Depois da tacada, existe outro valor esperado.

A diferença entre esses dois valores, descontando a tacada que foi feita, diz-nos se o jogador ganhou ou perdeu tacadas para o campo.

Não interessa se a tacada foi bonita.

Interessa se foi eficaz.

Vamos a um exemplo prático.

Um jogador está a 150 metros do green, no fairway.

A média de jogadores de alto nível precisa de cerca de 2,9 tacadas para acabar o buraco a partir dali.

Ele bate a bola e fica a 3 metros do buraco.

Dessa distância, a média precisa de 1,1 tacadas para acabar.

O cálculo é simples.

2,9 - 1,1 - 1 (a tacada realizada). 

Resultado: ganhou 0,8 tacadas.

Essa foi uma grande aproximação.

Não porque ficou bonita, mas porque ganhou tacadas ao campo.

Agora o contrário.

Um drive sai do tee e vai para um rough profundo.

Antes da tacada, a média era 4 tacadas para acabar o buraco.

Depois, passa a ser 3,4.

4 - 3,4 - 1

Resultado: perdeu 0,4 tacadas.

E aqui está uma grande verdade do golfe moderno:

não há boas ou más tacadas, há tacadas que ganham ou perdem valor.

No final da volta, todas as tacadas somam-se e formam o Strokes Gained Total.

E esse total divide-se em quatro áreas fundamentais, que explicam praticamente tudo o que acontece num torneio de alto nível.

A primeira é o Strokes Gained Off-the-Tee.

Aqui entram todas as tacadas de saída em pares 4 e 5.

Esta estatística mede muito mais do que precisão.

Mede distância, posicionamento e, acima de tudo, vantagem estratégica.

Durante muitos anos, ensinou-se que o mais importante era meter a bola no fairway.

Hoje sabemos que isso nem sempre é verdade.

Jogadores longos, mesmo falhando alguns fairways, criam aproximações mais curtas, mais fáceis e mais agressivas.

O erro mais comum que vejo em jogadores competitivos é jogar demasiado defensivo do tee.

E os números mostram isso claramente.

A segunda, e talvez a mais importante de todas, é o Strokes Gained Approach.

São as tacadas para o green, fora de cerca de 30 metros.

Se há uma estatística que separa os bons dos excelentes, é esta.

Os dados da PGA Tour mostram uma correlação direta entre Strokes Gained Approach e vitórias.

Não é o putting.

Não é o jogo curto.

É a capacidade de bater boas aproximações, de forma consistente.

Se queres baixar handicap, se queres competir melhor, se queres ser mais sólido sob pressão… começa aqui.

A terceira área é o Strokes Gained Around-the-Green.

Chips, pitches e bunker shots.

Esta estatística não ganha torneios sozinha, mas evita perdê-los.

Em dias maus, em campos difíceis, quando as coisas não estão a sair bem, são estas tacadas que mantêm o jogador vivo no torneio.

É a diferença entre um bogey e um duplo.

Entre passar o cut ou ir para casa.

A quarta é o Strokes Gained Putting.

E esta é a estatística mais emocional de todas.

O putting é extremamente volátil.

Um jogador pode ser excelente a puttar numa semana e mediano na seguinte, sem ter mudado nada de técnico.

O putting decide torneios, sim.

Mas raramente constrói um jogador completo.

O grande erro é treinar putting como se fosse o principal problema, quando os números mostram claramente que as maiores perdas estão noutras áreas.

Agora, a parte mais importante: como analisar estatísticas corretamente.

Primeira regra: amostra suficiente.

Uma volta não diz nada.

Um torneio diz muito pouco.

É preciso analisar séries de dez, quinze, vinte voltas para começar a ver padrões reais.

Segunda regra: comparar com o nível certo.

Não faz sentido um amador comparar-se com estatísticas da PGA Tour.

Nem um jogador profissional comparar-se com um handicap médio.

As estatísticas só fazem sentido quando o benchmark é adequado.

Terceira regra, e talvez a mais importante: estatística serve para decidir, não para justificar.

Os números não são desculpas.

São guias.

Se perdes tacadas nas aproximações, a decisão é clara:

mais treino de wedges, médias distâncias e controlo de profundidade.

Se perdes tacadas do tee, talvez o problema não seja o swing, mas a estratégia de campo.

Estatística sem decisão é apenas curiosidade.

Os jogadores de alta competição fazem isto de forma exemplar.

Medem todas as tacadas.

Sabem exatamente onde ganham e onde perdem.

Treinam com objetivos claros.

Avaliam progresso ao longo do tempo, não por sensações.

Eles não treinam mais.

Treinam melhor.

E deixo-te com esta ideia final.

O golfe é um jogo difícil.

Mas torna-se muito mais simples quando deixamos de adivinhar e começamos a medir.

Porque no golfe moderno, quem entende os números… joga menos pancadas.

Obrigado por ouvires mais um episódio do Golfe 100 Segredos.

Segue o podcast no Spotify, partilha com um parceiro de jogo

e encontra-nos no próximo episódio, onde vamos falar de como transformar estatísticas em planos de treino eficazes.

Até lá… bom jogo ⛳🎙️


14/10/2025

A Importância da Coluna Cervical no Golfe


 🎯 Sabias que o pescoço pode ser o elo perdido do teu swing?

A coluna cervical é o eixo que liga o olhar, o equilíbrio e a rotação — se ela falha, o teu swing sofre.


🧠 Porque é tão importante


Mantém os olhos estáveis na bola enquanto o corpo roda.


Dá equilíbrio e orientação espacial durante o movimento.


Coordena o timing entre cabeça, tronco e taco.


👉 Quando a cervical está rígida ou desalinhada:


o swing fica limitado,


perdes rotação,


e o impacto torna-se inconsistente.


⚠️ Sinais de alerta


Tensão ou dor no pescoço.


Dificuldade em rodar a cabeça durante o swing.


Sensação de desequilíbrio ou perda de coordenação.


💆‍♂️ Como tratar e recuperar


1. Liberta a tensão:

Terapia manual especializada e alongamentos das cadeias musculares que envolvem a coluna cervical.


2. Fortalece os estabilizadores:

exercícios de fortalecimento dos músculos estabilizadores da coluna vertebral.


3. Integra no swing:

pratica movimentos lentos mantendo o olhar na bola e rotação fluida.


4. Previne:

Exercícios de alongamentos e mobilidade da coluna vertebral e aquecimento antes de jogar.


💡 Uma cervical livre e estável melhora o controlo, potência e precisão.


🧘‍♀️ Lembra-te:


> O teu swing começa no pescoço — mobilidade + estabilidade = consistência.


Fisioterapeuta e Treinador de Golfe 

Carlos Louro Guerreiro (Lisboa Physio)


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12/10/2025

Avaliação Física Específica de Golfe

 

🎯 Melhora o teu jogo com o Protocolo de Avaliação Física de Golfe! ⛳


💪O teu corpo é a base do teu swing.

Com o nosso Protocolo identificamos os teus pontos fortes, limitações e oportunidades de melhoria — para atingires um swing mais potente, fluido e consistente. 


📋 Avaliamos:

✅ Mobilidade e estabilidade

✅ Força e controlo muscular

✅ Equilíbrio e coordenação

✅ Postura e padrões de movimento


💡 Recebes um relatório personalizado com estratégias para melhorar performance e prevenir lesões.


🏌️‍♂️ Ideal para golfistas de todos os níveis que querem evoluir com propósito.


📆 Marca já a tua sessão e descobre como transformar o teu corpo no melhor aliado do teu swing!


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23/06/2025

Alugamos Tacos de Golfe Antigos






Alugamos tacos de golfe para filmes, séries ou anúncios mediante condições (caução), como já o fizemos para algumas produções. Temos tacos para todas as épocas.

🪵 1890–1935 – A Era Hickory


Material do shaft: Madeira de nogueira americana (hickory).


Características: Flexível, mas frágil à humidade.


Popularidade: Padrão mundial até à chegada dos shafts metálicos.


Usado por: Grandes campeões como Bobby Jones.


🔥 1926–1935 – Os Shafts Pyrotone


Material: Aço coberto com revestimento plástico que imitava madeira.


Função: Tornar a transição do hickory para o aço menos “drástica”.


Curiosidade: Eram magnéticos (aço por dentro!) e visualmente semelhantes à madeira.


🧲 1930–1960 – A Era do Aço


Material: Aço cromado, finalmente legalizado pela R&A e USGA.


Vantagens: Mais durável, consistente e resistente à água.


Impacto: Revolucionou a performance e precisão do jogo.


🧪 1970s em diante – A Era Moderna


Materiais: Grafite, titânio, carbono, compostos aeroespaciais.


Características: Leves, ajustáveis e tecnologicamente avançados.


Tecnologia: Cabeças ocas, faces finas, shafts de torque personalizado.

06/06/2025

Série Stick



Nova série sobre Golfe ao estilo de Ted Lasso. Um ex-jogador de golfe, demitido do seu emprego, vê esperança em treinar um adolescente prodígio problemático depois que a sua esposa o deixa, apostando seu futuro no sucesso do jovem. #golfseries #golfmovies #golfe #golfe100segredos #golfanywhere #aprendergolfe #golfeemportugal #appletv #stick #stickserie

Análise de Swing



 


Temos um serviço de análise detalhada de Swing à distância. Apenas com envio de 2 vídeos do seu Swing nas posições down-the-line e Face-on.

📍 1. Visão lateral (Down-the-line)

Posição: Atrás do jogador, voltada para o alvo (por cima da linha dos pés, não da bola).


Distância: Aproximadamente 5 metros do jogador.


Altura: Alinhada com as mãos ou o quadril, idealmente entre a cintura e o peito.


📌 Objetivo: Analisar plano do swing, backswing e transição.


📍 2. Visão frontal (Face-on)

Posição: De frente para o jogador, perpendicular à linha da tacada.


Distância: Cerca de 5 metros de distância.


Altura: Alinhada com o meio do torso ou ombros.


📌 Objetivo: Avaliar postura, peso, rotação do tronco, movimento das mãos e impacto.


✅ Dicas adicionais:

- Use um tripé para estabilidade.

- Certifique-se de que o campo de visão inclua o corpo todo e o taco em todas as fases do swing.

- Evite filmar em ângulos distorcidos (ex: diretamente atrás da bola), pois isso pode comprometer a análise técnica.

Preço da Análise: 30 euros

Scramble Invitational By CG

 



Em parceria com o Podcast Golfe 100 Segredos foi lançado o torneio Scramble Invitational. Um torneio anual que é jogado apenas por convidados, pessoas ligadas ao mundo do Golfe, que para além de jogarem 9 buracos a pares na modalidade de Texas Scramble com o anfitrião Carlos Guerreiro
 Para além do jogo propriamente dito, os convidados serão sujeitos a uma pequena entrevista com cerca de 9 questões, uma por buraco que à posteriori será publicada nas redes sociais juntamente com o video do jogo, dando assim continuidade às nossas entrevistas de uma forma mais descontraída e num ambiente propício. No final do ano iremos fazer uma classificação final com os resultados obtidos e vamos entregar prémios para o primeiro classificado gross, para o Nearest to the Pin (buraco 2) e para o Longest Drive (buraco 6). 

Classificação

Nearest to the Pin

Longest Drive

Regulamento

26/05/2025

Set Golf Hickory Típico


Um set de golfe Hickory é composto por tacos com varetas feitas de madeira de nogueira (hickory wood), usados principalmente até 1930. Esses tacos são precursores dos modernos e eram populares até que o aço se tornasse padrão.


Composição típica de um set Hickory:


Brassie (13–15°) – semelhante ao atual “driver” ou madeira 2


Mid Iron (25°) – equivalente ao ferro 3 ou 4


Mashie (35°) – semelhante ao ferro 5 ou 6


Mashie Niblick (45°) – como um ferro 7 ou 8


Niblick (50–55°) – similar a um pitching wedge ou sand wedge


Putter  – usado no green, como hoje


Até que ano foram utilizados:


Os tacos de hickory foram amplamente utilizados até 1930. A partir daí, os eixos de aço começaram a ser introduzidos e, em 1935, a USGA (United States Golf Association) aprovou oficialmente os tacos com hastes de aço, acelerando a transição.


Hoje, os tacos de hickory são usados por entusiastas em torneios históricos ou por colecionadores. Há também um movimento crescente de "Hickory Golf", que celebra o jogo com equipamento da era pré-moderna.


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20/05/2025

Entrevista #8 - Sofia Barroso Sá



Mais uma entrevista do Podcast Golfe 100 Segredos, desta vez com uma convidada que é nada mais nada menos que a jogadora nacional que se encontra melhor classificada no Ranking Mundial Amador, Sofia Barroso Sá, jogadora dos Horned Frogs e Campeã Nacional Absoluta em 2020| 2021| 2023. Falamos sobre o Golfe Nacional Feminino, do Golfe Universitário Americano e do seu já brilhante percurso no golfe que exigiu paixão, superação e muita persistência. Saiba tudo através do canal Golfe 100 Segredos nas plataformas Spotify ou Youtube. #spotify #youtube #golfe #golf #golfeemportugal #golfenacional #ncaagolf #hornedfrogsgolf #podcastgolfe100segredos #golfe100segredos #golfpodcast #sofiabarrososagolfer

Símbolos de Makers de Tacos de Golfe Hickory antes de 1930

 Nesta página deixo alguns dos símbolos de Makers de tacos de Golfe Hickory mais conhecidos antes de 1930. 





10/05/2025

Resumo do Super Bock Ladies Open at Vidago Palace



Resumo do Super Bock Ladies Open no Vidago Palace, com destaque para as nossas jogadoras Portuguesas. #letas #letgolf #ladieseuropeantour #vidagopalace #golfe #golfe100segredos #golfpodcast

08/05/2025

Como os Caddies analisam o Strokesaver?



Os caddies e jogadores do PGA Tour usam o strokesaver (ou yardage book) de forma muito técnica para planear cada pancada com precisão. Aqui vão algumas dicas práticas para tomares notas como um caddie profissional:


1. Marca distâncias chave

Do tee aos pontos de referência: árvores, bunkers, doglegs.

Para a entrada, meio e fundo do green.

Distâncias “carry” (voar obstáculos) e “runout” (até onde vai a bola a rolar).


2. Desenha o vento predominante

Usa setas pequenas nos buracos onde o vento costuma soprar mais.

Associa vento típico com diferentes horários do dia.


3. Inclui notas de inclinação dos greens

Faz desenhos simples com setas que mostrem as inclinações principais.

Marca zonas onde “não pode falhar” (ex: encostas que levam para fora do green ou para bunkers).


4. Define zonas de ataque e de erro

Usa círculos ou sombreados para zonas seguras para aterrar a bola.

Marca em vermelho zonas de alto risco a evitar.


5. Anota a tua estratégia pessoal

Que taco costumas usar em cada buraco.

Que tipo de pancada funciona melhor (draw, fade, pancada baixa).


6. Usa códigos e abreviações

Códigos como:

“C” = carry

“LZ” = landing zone

“FW” = fairway

“G” = green

“X” = onde nunca ir


7. Atualiza com a experiência

Acrescenta observações depois de jogar o campo.

Ex: “drive mais à direita com vento contra”, ou “green mais rápido que parece”.


22/04/2025

Golfe - o único desporto praticado na Lua

 

Se até na Lua jogaram golfe, quer dizer que podemos jogar em qualquer lugar na Terra! Não precisamos de um campo com relva perfeita e comprido, podemos jogar num campo pequeno de pitch & Putt, podemos jogar numa garagem contra uma rede como começou Tony Finau , na praia como o Seve Ballesteros, num jardim da cidade da relva para dentro de um guarda-chuva, fazer de um terreno agrícola com um tapete um Driving Range ou mesmo um campo de golfe sem relva e com greens de areia como era o primeiro campo de golfe no Algarve, só precisamos de não ser esquisitos, seguirmos as regras de segurança e sermos criativos. Golfe é o único desporto a ser praticado na Lua. 6 de Fevereiro de 1971. Alan Shepard Comandante da Apollo 14 bateu duas bolas de golfe na superfície da Lunar.



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21/04/2025

Entrevista #6 - Luís Rocha (Associação de Golfe do Sal)

 


O Podcast Golfe 100 Segredos voltou a Cabo Verde, à ilha do Sal para entrevistar o Sr. Luís Rocha representante da Associação de Golfe do Sal. Uma entrevista interessante sobre o desenvolvimento do golfe na ilha do Sal, onde podemos perceber que o Golfe pode ser jogado em qualquer lado desde que adaptado às circunstâncias, não é necessário uma relva perfeita. Na ilha do sal mesmo sem relva, a paixão pelo desporto e a junção das pessoas levou as mesmas a "arregaçar as mangas" para construir um campo de golfe de 18 buracos que se mantém apenas com um funcionário para a realizar a manutenção semanal. Ao contrário da ideia que as pessoas não praticantes têm sobre o Golfe ser elitista temos aqui um bom exemplo do contrário. Com apenas 500 escudos de Cabo Verde, cerca de 5 euros por mês, os sócios do clube jogam quando quiserem e o campo encontra-se aberto para turistas que apenas deixam a contribuição que desejarem para ajudar na manutenção do campo.

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15/04/2025

Entrevista #4 Victor Marçal (Bicampeão Nacional de Angola)

 


Podes ouvir esta entrevista através do Spotify ou YouTube

Entrevistas Golfe 100 Segredos

 

Entrevista #1 - José Andersson (Beira Baixa Golf Club)

Entrevista #2 - Paola Mariani (Viveiro Golf Club)

Entrevista #3 - Samo Manhiça (Clube de Golfe da Polana)

Entrevista #4 - Victor Marçal (Bicampeão Nacional de Angola)

Entrevista #5 - Hugo Espírito Santo (Octacampeão Nacional de Pitch & Putt)

Entrevista #6 - Luís Rocha (Associação de Golfe do Sal)

Entrevista #7 - Filipe Ferreira (Campeão Nacional de Golfe Adaptado)

13/04/2025

Qual a probabilidade de um jogador fazer um Hole in One

 


A probabilidade de um hole-in-one varia bastante dependendo do tipo de campo, da habilidade do jogador e de outros factores.

1. Hole-in-One em campos de golfe tradicionais (18 buracos):

Jogador amador: cerca de 1 em 12.500 tacadas.

Jogador profissional: cerca de 1 em 2.500 tacadas. Esses números são para buracos par 3.

2. Hole-in-One em campos de Pitch & Putt:

Os campos de Pitch and Putt têm buracos muito mais curtos (geralmente até 90 metros).

Por isso, a chance de um hole-in-one é muito maior:

Jogadores recreativos: estimativas variam, mas algo como 1 em 1.000 ou até 1 em 500 tacadas pode ser razoável, dependendo da precisão do jogador.

Jogadores experientes nesse tipo de campo podem até ter probabilidades melhores, especialmente se jogarem com frequência.

Ou seja, o Pitch and Putt oferece uma probabilidade 10 a 25 vezes maior de fazer um hole-in-one comparado ao golfe tradicional.

Atualmente, não há registros específicos no Guinness World Records para o maior número de hole-in-ones em campos de pitch & putt. No entanto, no golfe tradicional, Mancil Davis detém o recorde de maior número de hole-in-ones, com 51 HIO registados. 

08/04/2025

The Masters 2025


Este texto é especialmente dedicado ao torneio mais icónico do golfe: o The Masters. Vamos explorar as últimas novidades, relembrar a história e tradições que fazem deste evento algo único, analisar o desafiador campo do Augusta National e discutir os favoritos ao título deste ano.

O Masters foi criado em 1934 por Bobby Jones e Clifford Roberts, e desde então é disputado todos os anos no Augusta National Golf Club, na Geórgia. Na verdade, o torneio não se realizou durante os anos 1943, 1944 e 1945, porque durante esses 3 anos da 2ª Guerra mundial o campo esteve temporariamente fechado tendo sido inclusive usado para criação de gado e para cultivar vegetais em apoio ao esforço da guerra. 

O campo foi projetado por Alister MacKenzie e foi construído num antigo viveiro de plantas e tornou-se um dos locais mais icónicos do golfe mundial.

O Masters é o primeiro dos 4 Majors da temporada e é famoso pelas suas tradições.

Algumas das tradições que tornam este torneio tão especial são:

Uniformes brancos dos caddies: os caddies dos jogadores vão vestidos com macacões brancos e bonés verdes. Esta tradição remonta às origens do Augusta National Golf Club uma vez que nos primeiros anos do torneio, todos os jogadores eram obrigados a jogar com caddies do próprio clube que se vestiam com esse uniforme. Quando a regra foi alterada para permitir que os golfistas trouxessem os seus próprios caddies, manteve-se esse dress code. O número nas costas do macacão indica a ordem de registo do jogador no torneio, com o número reservado ao campeão do ano anterior. 

Jantar dos Campeões: o jantar dos campeões é outra tradição realizada desde 1952, sendo um evento exclusivo que acontece na terça-feira antes do torneio. Foi criado por Ben Hogan e reúne todos os antigos vencedores do Masters e é presidido pelo campeão do ano anterior que escolhe o menu para a noite. Muitas das vezes, os vencedores escolhem pratos típicos da sua região ou do país de origem.

Torneio PAR 3 Contest: na quarta-feira antes do início oficial do Masters, ocorre uma competição amigável disputada num percurso de 9 buracos de PAR 3. Este reúne não só os jogadores do torneio principal mas também ex-campeões e golfistas lendários. O ambiente é descontraído e festivo, com familiares e amigos muitas vezes a fazerem de caddies. Uma superstição popular diz que quem vence o PAR 3 Contest nunca ganha o Masters no mesmo ano. Até hoje nunca foi quebrado este tabu. 

Augusta National Women's Amateur e Drive, Chip & Putt Championship - também nos dias anteriores ao Masters realizar-se dois eventos, o Augusta National Women's Amateur que é um torneio feminino que foi criado em 2019 e que reúne as melhores jogadoras amadoras do mundo. A final é disputada no Augusta National promovendo a inclusão do golfe feminino num campo historicamente exclusivo para homens. O outro torneio que é realizado no domingo anterior ao Masters é o Drive, Chip & Putt Championship, um torneio juvenil que dá a oportunidade a crianças entre os 7 e os 15 anos de competirem no Augusta National. O torneio é dividido em 3 desafios, Drive (teste de distância e precisão), Chip (habilidade de jogo curto) e Putt (precisão nos greens de Augusta). Este evento incentiva a nova geração a apaixonar-se pelo golfe. 

Tacada inaugural: outra tradição é a tacada inaugural do Masters, onde golfistas lendários dão o primeiro Drive do torneio na manhã de quinta-feira, marcando o início oficial da competição. Para o ano 2025, está previsto ser realizada pelas lendas Jack Nicklaus, Gary Player e Tom Watson. 

Jaqueta Verde: também para diferenciar de outros torneios desde 1949 que o vencedor recebe a famosa jaqueta verde, símbolo de pertença a um grupo restrito de campeões do Masters.

O Augusta National Golf Club é um dos campos mais belos e desafiadores do mundo, famoso pelas suas paisagens e pelo layout técnico. Cada um dos 18 buracos é nomeado com base numa planta ou árvore da região, com destaque para os icónicos buracos da Amen Corner (buracos 11, 12 e 13), onde ocorrem momentos decisivos do torneio.

Para 2025, o comprimento do percurso tem 7.555 jardas, mantendo o par 72.

Como alterações no campo para este ano destaca-se o buraco 13, "Azalea", que foi alongado para 545 jardas, aumentando a dificuldade estratégica. Além disso, quatro greens foram reconstruídos após os danos causados pelo furacão Helene em 2024, incluindo o icónico buraco 16, "Redbud". Apesar dessas mudanças, jogadores como Rory McIlroy observaram que o campo mantém a sua essência, com diferenças subtis como a redução de sombras devido à perda de algumas árvores.

O campo é um espetáculo natural, com azáleas, magnólias e cerejeiras, e fora dos fairways, a tradicional caruma de pinheiro cobre o solo, ajudando na manutenção e estética.

Os principais candidatos ao título do Masters 2025 incluem:

Scottie Scheffler – O número 1 do mundo chega em grande forma e já tem experiência em Augusta.

Jon Rahm – Campeão do Masters 2023, é sempre um dos favoritos.

Rory McIlroy – Em busca do tão esperado título para completar o Grand Slam.

Tiger Woods por sua vez não pode participar , tendo contraído uma lesão recente no tendão de aquiles.

Jack Nicklaus detém o recorde de mais vitórias no Masters, com seis títulos entre 1963 e 1986. Tiger Woods segue com cinco vitórias, incluindo seu triunfo em 2019. Arnold Palmer conquistou quatro títulos entre 1958 e 1964. Outros múltiplos campeões incluem Jimmy Demaret, Sam Snead, Gary Player, Nick Faldo e Phil Mickelson, cada um com três vitórias.

O Masters 2025 promete ser um dos mais emocionantes da história! Entre as mudanças no campo, a luta pela jaqueta verde e as lendas presentes, teremos uma semana incrível pela frente.

Até o próximo episódio e boas tacadas.